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O sexo esfriou? Saiba por que...

O sexo esfriou? Saiba por que...

No começo o sexo é fácil e prazeroso. Descomplicado e relaxado, mas também urgente, inadiável. Porém, depois de um tempo, independentemente de o relacionamento continuar bom ou não, a paixão começa a esfriar. A frequência das relações se reduz naturalmente, às vezes um está a fim e o outro quer ficar sossegado, e o casal começa a se preocupar e a querer entender o que causa essa “queda brusca de temperatura”. De acordo com os especialistas, não faltam motivos.

Segundo a endocrinologista Myriam Belmar, do Hospital Vithas Nisa Pardo de Aravaca, de Madri, Espanha, “se as relações são gratificantes, nosso organismo nos pedirá para voltar a tê-las para experimentar de novo a satisfação que geram”.

Isso porque, durante o ato sexual e a excitação, o corpo produz endorfina, dopamina e serotonina, hormônios responsáveis pela sensação de prazer, felicidade e bem-estar, que “estimulam o sistema cerebral de recompensa e a necessidade de voltar a experimentar o estímulo que geraram”, como afirmou Myriam em entrevista à edição brasileira do jornal El País.

O problema é que esse prazer intenso tem prazo de validade e, à medida que o desejo e a frequência das relações diminuem, o corpo começa a se esquecer daquela sensação inicial e, em consequência, fica preguiçoso para tentar atingir o bem-estar máximo, acredita a endocrinologista. Se a frequência dos encontros sexuais entre o casal se reduz, o desejo sexual acompanha a queda.

Myriam Belmar diz que a libido tem grande influência na intensidade do desejo sexual e, como indica a literatura científica, existem diferenças entre os sexos. Enquanto nos homens a libido pode ser mais constante, as mudanças hormonais que ocorrem na mulher durante o ciclo menstrual a deixam mais oscilante, o que reduz a vontade de se relacionar sexualmente.

“Na primeira metade do ciclo menstrual, crescem os níveis de estrógenos que favorecem o fluxo sanguíneo na vagina e no clitóris, facilitam a lubrificação e aumentam o desejo sexual”, afirma a endocrinologista. Já no período pré-menstrual, em muitas mulheres o aumento da progesterona ocasiona apatia, irritabilidade, inapetência sexual e falta de ânimo.

Ainda de acordo com Myriam, fatores como estresse, alimentação desequilibrada, falta de sono, alguns tratamentos médicos com ansiolíticos e certas doenças também podem afetar diretamente o desejo sexual.

Na opinião de Raquel Jandozza, psicóloga especializada em psicanálise lacaniana pela PUC-SP, o que também complica a vida debaixo dos lençóis é a falta de comunicação entre os parceiros, de conversas francas sobre gostos, preferências e insatisfações. Para Raquel, quanto mais tempo o casal leva para encarar seus problemas e buscar soluções, mais o nível de intimidade fica prejudicado.

Essa opinião é compartilhada por Diana Dahre, mestra em psicanálise e autora de uma tese sobre casais e poliamor: “Um bom diálogo, sem exigências e sem brigas, ajuda a descobrir as causas da perda do interesse sexual. Tudo deve ser discutido para que um possa ajudar o outro”, afirmou a especialista em entrevista ao site Huffpost Brasil.

Fonte: www.bayerjovens.com.br

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